Os maiores acidentes espaciais da história

Lançamento de ônibus espacial / Créditos Nasa


O homem, no início, era limitado a entender o universo preso ao solo da Terra sem poder ver mais de perto o espaço, com o passar do tempo e com a evolução da tecnologia e da ciência, a humanidade teve uma chance de dar um passo além do céu, porém na corrida pelo conhecimento, deve-se aprender a lidar com deslizes que, por menores que sejam, podem se transformar em grandes tragédias. Infelizmente, em muitos desses acidentes, homens bravos e mulheres valentes acabaram dando suas vidas em nome do avanço científico.

Listamos aqui as falhas mais marcantes da história da exploração espacial, que custaram a vida de muitos astronautas que pretendiam ver as estrelas mais de perto:.


Soyuz 1: sequência de falhas

Módulo de retorno da Soyuz 1 após a queda (Fonte da imagem: SpaceFeelings)


A Soyuz 1 foi uma das missões tripuladas do programa espacial soviético com planos mais audaciosos. Lançada ao espaço no dia 23 de abril de 1967 e levando a bordo o coronel Vladimir Komarov, fazia parte da missão a Soyuz 1 se encontrar, em órbita, com a nave Soyuz 2 e realizar uma troca de tripulação antes do retorno para a Terra.


Infelizmente, a Soyuz 1 estava repleta de problemas técnicos que acabaram não apenas atrasando o lançamento da Soyuz 2, como tirando a vida do astronauta a bordo dela. Logo depois do lançamento, um dos painéis solares não se desdobrou, prejudicando assim o fornecimento de energia para o módulo espacial.

Depois disso, sensores de orientação da nave também apresentaram problemas, tornando mais difícil manobrar o veículo, e, na 13ª volta ao redor da Terra, o sistema de estabilização deixou de funcionar. Para piorar a situação, o sistema manual funcionava apenas parcialmente. Assim, o diretor de voo resolveu abortar a missão.


Logo após a 18ª órbita, os retropropulsores foram acionados e a Soyuz I reentrou na atmosfera terrestre. Tudo corria bem, até que Komarov tentou acionar o paraquedas principal do módulo para aliviar a queda: o dispositivo não funcionou. E nem mesmo o paraquedas reserva, acionado manualmente, funcionou direito.

Memorial erguido em homenagem a Vladimir Komarov (Fonte da imagem: Panoramio/Google Maps)

Komarov morreu com o impacto da nave no solo terrestre, a uma velocidade de 140 km/h, seguida de uma explosão e fogo. Hoje, há um memorial na região do impacto, com um busto do astronauta e um pequeno parque ao redor. Esse foi o primeiro acidente ― de um voo espacial ― registrado pela história mundial.


Apollo 1: envolto em chamas

Virgil Grissom, Edward White, Roger Chaffee, Integrantes da missão Apollo 1 / Créditos: NASA


O programa que levou o homem à Lua foi marcado por uma tragédia logo nos seus primeiros dias. O lançamento da nave Apollo 1  estava agendado para o dia 21 de fevereiro de 1967, mas foi durante um dos testes para a missão que os Estados Unidos enfrentaram o primeiro grande desastre de suas atividades espaciais.

Em janeiro de 1967, o comandante piloto Virgil "Gus" Grissom, o piloto sênior Edward H. White e Roger B. Chaffee entraram na cabine da nave espacial para mais uma sessão de testes e treinamento antes de serem enviados, oficialmente, para o espaço. Enquanto realizavam as tarefas de sua lista, Chaffe e Grissom perceberam que um incêndio havia iniciado no cockpit, relatando o incidente para a torre de controle e anunciando que abandonariam o módulo de comando.

Porém, devido à alta pressão interna da cápsula e a inúmeras falhas de construção do módulo, os astronautas não conseguiram abrir a saída de emergência. Do lado de fora, outros oficiais estavam com medo de que o calor intenso pudesse explodir o módulo ou fazer com que o combustível dos foguetes entrasse em combustão, o que poderia matar qualquer um ao seu redor.



Close do módulo de comando após o incêndio / Créditos: NASA



Mesmo assim, resolveram tentar e levaram cerca de 5 minutos para abrir todas as camadas do módulo espacial. Infelizmente, o resgate chegou tarde demais. Depois de controlado o fogo e de a fumaça densa do interior da nave ter desaparecido, foi possível perceber os corpos dos astronautas. Grissom estava deitado no chão da cápsula, enquanto White foi encontrado perto da escotilha que tentava abrir. Chaffee, por sua vez, havia recebido as ordens de permanecer em contato com o comando de fora da nave e, por isso, acabou morrendo em seu assento.

Investigações posteriores não conseguiram apurar a causa exata do incêndio, mas é provável que ele tenha sido causado pela combinação de diversas falhas, como por exemplo, a presença de material inflamável no interior da cabine. O laudo indica que os três astronautas morreram por causa da inalação de uma grande quantidade de fumaça, além das queimaduras sofridas pelo incêndio.



Challenger: O desastre que marcou a humanidade

Da esquerda para a direita, temos a professora Christa McAuliffe, o especialista de cargas Gregory Jarvis, a astronauta Judith A. Resnik, o comandante da missão Francis R. Scobee, o astronauta Ronald E. McNair, o piloto Mike J. Smith e o astronauta Ellison S. Onizuka.

O ônibus espacial Challenger da NASA  foi a terceira nave desse tipo a ser construída pela agência espacial norte-americana — vindo depois da Enterprise e da Columbia — e fez sua primeira viagem ao espaço em abril de 1983.

Quase três anos mais tarde, no dia 28 de janeiro de 1986, enquanto partia para a sua décima missão, algo deu muito errado durante o lançamento — que, além de ser acompanhado por centenas de pessoas no local, incluindo os familiares dos tripulantes, foi televisionado ao vivo. Apenas 73 segundos após a decolagem, a Challenger explodiu diante dos olhos atônitos de milhões de testemunhas. 

Assista a seguir a um dos vídeos do desastre:


A apuração revelou que ocorreu uma falha nas anilhas de borracha que serviam para vedar as partes do tanque de combustíveis. Mais precisamente, os anéis que se encontravam no foguete acelerador sólido direito, cuja missão era ajudar a proporcionar o “empurrão” necessário para que a Challenger levantasse voo, falharam durante o lançamento por conta da baixa temperatura — conforme os engenheiros da missão haviam previsto.


Colúmbia: Tragédia e chuva de destroços

Foto oficial da malograda tripulação, da esquerda para a direita: David Brown, Rick Husband, Laurel Clark, Kalpana Chawla, Michael Anderson, William C. McCool e Ilan Ramon.


O acidente do ônibus espacial Columbia ocorreu no dia 1 de Fevereiro de 2003, durante a fase de reentrada na atmosfera terrestre, a apenas dezasseis minutos de tocar o solo no regresso da missão STS-107, causando a destruição total da nave e a morte dos sete astronautas que compunham a tripulação. Esta missão, de objectivo científico, teve a duração de dezasseis dias, ao longo dos quais foram cumpridas com sucesso, as cerca de oitenta experiências programadas.

Confira o vídeo dos destroços caindo em chamas, feitos de um helicóptero apache:


Momentos após a desintegração do Columbia, milhares de destroços em chamas caíram sobre uma extensa faixa terrestre, essencialmente no estado do Texas, e na Louisiana, alguns dos quais atingiram casas de habitação, empresas e escolas. Afortunadamente entre a população ninguém ficou ferido.


A recolha dos destroços prolongou-se de forma intensiva até meados de Abril daquele ano, ao longo de 40 000 km², dos quais 2 850 km² foram percorridos a pé, e os restantes utilizando meios aéreos ou navais junto à linha costeira da Califórnia. Foram recolhidos 83 mil pedaços do Columbia, correspondentes a 37% da massa total da nave. Entre os destroços, encontravam-se também parte dos restos mortais dos astronautas.

Após sete meses de investigação, um relatório com mais de 400 páginas apontou falhas técnicas e organizacionais envolvidas na destruição do Columbia, além de cerca de 15 mudanças que deveriam ser cumpridas antes de haver um regresso às atividades da agência espacial.

Mas a principal causa do acidente foi uma brecha que se abriu no sistema de proteção térmica da asa esquerda do ônibus espacial, provocada por um pedaço de espuma isolante que se soltou do tanque externo, 8,17 segundos depois do lançamento. Durante a reentrada, essa abertura permitiu que o ar superaquecido penetrasse através do isolamento e derretesse a estrutura da asa esquerda.




Brasil: 21 mortos em lançamento de foguete na base de Alcântara


 Em 2003, durante o lançamento de dois satélites que seriam colocados em órbita pela agência espacial brasileira, o foguete que levaria os equipamentos ao espaço explodiu, causando a morte de 21 funcionários do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) de São José dos Campos (SP).

Em entrevista para a Folha, o tenente-brigadeiro Astor Nina de Carvalho disse que a explosão foi provocada por um incêndio que ocorreu na base do primeiro estágio do foguete, gerando um calor de cerca de 3 mil ⁰C que derrubou a torre de lançamento sobre o veículo que levaria os satélites para o espaço.

Investigações posteriores apontaram como prováveis causadores do acidente a presença de gases perigosos e voláteis, sensores deteriorados e interferência eletromagnética no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Como se não bastasse, funcionários encarregados do controle de qualidade da base admitiram estar com excesso de trabalho e falta de empregados.


O acidente causou um impacto muito grande no programa espacial brasileiro, mas um novo veículo lançador de satélites, o VLS-1 V4, está em desenvolvimento e com planos de ser utilizado em 2013. Quem sabe, no futuro, o Brasil não passe a ser um grande explorador do espaço, certo?

Infelizmente as missões espaciais estão sujeitadas a vários riscos, não temos acidentes fatais a bastante tempo, esperamos que continue assim ! Se você gostou do post comente aqui em baixo e se inscreva no site ! Compartilhe em suas redes sociais.

Fontes: Tecmundo, Mundo curioso, Wikipédia, Nasa


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